Boas, minha gente!
Já sentiam falta de uma análise das minhas, não sentiam? Cá estamos nós para mais uma análise de Pokémon Evolutions, desta feita o episódio 5, com o título "The Rival".
O episódio começa com alguém a caminhar em direção a um edifício, cujas portas se abrem e onde estão alguns treinadores e enfermeiras. É então que vemos quem entrou no edifício: Barry.
Barry é então levado por um corredor até uma sala escura com um campo de batalha. Enquanto Barry espera pelo seu oponente, ele atira uma Pokébola ao ar. E é então que vemos uma silhueta do oponente de Barry. Á medida que o seu oponente se aproxima, Barry reforça a sua coragem. O oponente prepara-se para lançar uma Pokébola, uma ação que Barry reflete. É então que o ecrã corta para branco e vamos ao primeiro flashback.
Após Barry e Lucas terem sido atacados por Starly selvagens, os rapazes descobrem 3 Pokébolas na mala que o Prof. Rowan deixou por acidente nas margens do Lago Verity. Estando numa situação desesperada, os rapazes recorrem ás Pokébolas que encontraram, mesmo sabendo que estes Pokémon pertencem a outra pessoa. Lucas escolhe Chimchar e Berry escolhe Piplup (coitado do Turtwig...). Após afugentarem os Starly, Barry revela a Lucas que se quer tornar o Treinador mais forte de sempre, para desafiar o seu pai. De volta á batalha, o Heracross de Barry está a levar forte e feio de um Milotic, e vemos um pouco do rosto do oponente de Barry, um homem também de cabelo louro.
| "And stay out!" |
Noutro flashback, vemos Barry a desafiar o líder de Ginásio de Oreburgh, Roark. Após um ataque Bubble, Barry leva de vencida. Enquanto coloca o Crachá de Carvão no estojo, o jovem exclama que Roark é forte, e questiona-se se o líder conseguiria vencer o seu pai. Após ser interpelado pelo seu Piplup, Barry coloca o estojo de crachás no bolso e segue o seu caminho. Presentemente, enquanto o seu Staraptor combate contra um Dragonite, o seu estojo cai no chão e abre-se. O ataque Aerial Ace desferido por Staraptor atinge Dragonite. O oponente de Barry repara em todos os crachás obtidos pelo jovem.
Noutro flashback, vemos Barry a confrontar Jupiter no Lago Acuity. Barry desafia Jupiter para um combate, mas acaba por perder, e devido a isto, Jupiter consegue levar Uxie. Após esta derrota, Barry começa a duvidar de si. Atualmente, o Rhyperior do oponente de Barry derrota o Staraptor do jovem.
Ainda noutro flashback, Cyrus, Jupiter e Mars estão no Spear Pillar e Lucas está a desafiá-los. Barry chega e diz para "não começar a festa sem ele." Jupiter reconhece Barry como "o rapaz que fugiu a chorar", e Barry diz que se quer vingar. Tem início uma batalha: Skuntank e Purugly contra Empoleon e Infernape. Barry e Lucas derrotam as treinadoras da Team Galactic, e Jupiter admite que Barry ficou mais forte.
| "Estás mais forte... Queres juntar-te á Team Galactic? Temos seguro dentário." |
Atualmente, Rhyperior lança um ataque elétrico que iria desfazer Empoleon aos pedaços, mas este desvia-se facilmente, o que espanta o oponente de Barry. Com um Hydro Pump, Empoleon lança Rhyperior para fora da área de combate, e contra uma parede. Com isto, o oponente declara-se vencido, e ficamos a saber que o oponente é Palmer, líder da Battle Tower e pai de Barry. Palmer pergunta ao seu filho quem é que este vai desafiar a seguir.
Tema deste episódio:
Numa palavra: Perseverança.
O objetivo de Barry é claro e conciso desde o início: vencer o seu pai. Para o fazer, sabe que terá de treinar, não só os seus Pokémon, mas também a si próprio. Durante a jornada dele, vemos que ele nunca esquece o seu objetivo.
Há uns meses, falei disto com o meu formador de marketing. O tópico de Pokémon veio á baila, e alguém (que pode ou não ter sido eu) falou no caso particular de Ash Ketchum, personagem que tão bem conhecemos. Como deverão estar lembrados, Ash Ketchum tem como objetivo de vida ser Mestre de Pokémon. Mas quando lhe perguntam o que é um mestre de Pokémon, ele não sabe o que é. Mas não é um caso isolado. Ash Ketchum não é o único a olhar o céu e a dizer que quer ser o mestre em qualquer coisa. A Iris, objeto de fascínio do nosso Major Valentim Drayden, tem como objetivo de vida ser uma Mestra do tipo Dragão.
Do outro lado da escala, temos pessoas como Dawn, May, Serena, Gary, Brock, e a própria Team Rocket. Vamos por partes:
- Tanto Dawn como May querem ser coordenadoras de topo. May porque achou aquilo giro, e Dawn porque quer seguir as pegadas da sua mãe.
- Serena começou a sua jornada por causa do Ash ("the things we do for love"), mas acabou por se apaixonar pelas Exibições Pokémon, e agora quer ser uma Artista Pokémon.
- Gary, antigo rival de Ash, descobriu que se sentia feliz, não a humilhar Ash a torto e a direito, mas sim a descobrir coisas, e por isso decidiu ser um Pesquisador Pokémon.
- Brock, que ao início queria ser um criador Pokémon, revelou-se melhor como doutor de Pokémon, e mudou de "especialização".
- Até a própria Team Rocket, cujo objetivo é roubar um rato elétrico de um miúdo de 10 anos para agradar ao seu chefe, têm um objetivo definido.
- Dou o meu próprio exemplo: o meu objetivo, desde que me juntei ao PokéCenter Blog, é ser a pessoa de referência em Portugal no que toca a Shiny Hunting. Sei que, para isso, preciso de muito estudo, muita prática e, sobretudo, muita paciência.
Em alguns dos casos acima descritos, como por exemplo o Gary e o Brock, eles não saíram de casa já a saber os seus objetivos de vida. Só depois de experimentarem várias coisas é que descobriram o seu objetivo.
Se têm um objetivo devem também saber como proceder para poder chegar até lá. O que não falta aí é pessoal a dizer, por exemplo, "eu quero ser cantor", mas que pensa que para ser cantor basta ganhar uma edição do The Voice, ou Ídolos, ou até ter pais cantores. Não, minha gente. Para ser cantor é necessário ter aulas de canto (e terapia da fala, caso seja preciso), aulas de música, aulas de composição musical, entre outras.
Outra coisa que adoro é programação. Também para isso é preciso estudar, e martelar forte, e passar horas infindáveis a olhar para um pedaço de código sem saber porque não funciona, e depois vai-se a ver e é um ";" em falta. Há uma "piada" recorrente entre programadores, na qual um programador é recrutado para tratar de um determinado problema e cobra 1000€ por resolvê-lo. Depois de contratado, em 30 minutos, tem o problema resolvido. O patrão pergunta-lhe como é que ele resolveu, e o programador diz-lhe que copiou um pedaço de código da internet. O patrão começa aos gritos a dizer que por 10€ fazia o mesmo, e que o programador o burlou. O programador diz então que, se o patrão assim o acha, ele só vai cobrar 10€ por copiar o código, mas que vai cobrar os outros 990€ por saber que código copiar.
Este artigo tornou-se numa espécie de "fiquem na escola", o que não era de todo o meu objetivo, mas acho que acabou por ser melhor assim.
E fico-me por aqui, minha gente! Sempre que existirem notícias do mundo Pokémon, contem com o Poké Center Blog para vos informar.
Até à próxima!
Boas, minha gente.
Legend of Zelda: Breath of the Wild foi lançado no mesmo dia que a Nintendo Switch, a 3 de Março de 2017. (Há quase 5 anos... Chiça, como o tempo voa...) De imediato, os jogadores que são fãs quer de Pokémon, quer de TLoZ afirmaram logo as suas intenções em que houvesse um jogo Pokémon com as mecânicas de Breath of the Wild, mas não estavam esperançosos. A fórmula Pokémon sempre funcionou tão bem, para quê alterá-la?
Eis que chega 26 de Fevereiro de 2021 e com ele, o Pokémon Direct mais aguardado de sempre.
A Internet em peso estava "colada" á espera do anúncio dos remakes de Diamond e Pearl, tal e qual uma criança á espera de poder abrir um presente de Natal. Assim que viu as primeiras imagens, foi como se o presente de Natal prometido fosse uma caixa de um tablet, dentro da qual estava uma ardósia. Sem giz.
Mas quando se ouviram as palavras "But there's another story...", a nossa hipotética criança viu outra caixa, essa sim contendo não só um tablet, mas também uma PS5, uma Xbox Series X, uma Nintendo Switch e um PC gaming tudo junto. (Já agora, isto foi realmente um produto posto á venda nos Estados Unidos. Reza a lenda que tinha de se vender cerca de 3 rins e meio para o comprar.)
Falo-vos agora da minha experiência. Como já disse na minha análise de Brilliant Diamond e Shining Pearl, eu vi o Direct em diferido, porque no dentista não ia dar muito jeito ver. Vi-os quando cheguei a casa, mas estava tão mocado da anestesia que o meu cérebro não registou o que viu. Foi apenas no dia seguinte que vi o Direct com olhos de ver e me apercebi daquilo que nos esperava.
Temos precedente para BDSP. É um remake, embora um jogo da série principal não desenvolvido pela GameFreak, algo inédito até então. E o jogo acabou por ser pouco mais do que um port e um reskin de Diamond e Pearl. Sim, os jogos são bonitos, mas já jogámos isto há 15 anos. Tem coisas novas, sim, mas muito poucas.
Já Pokémon Legends: Arceus é outro campeonato. Se tivesse de resumir este jogo numa só palavra, seria Inovador, mas apenas para Pokémon. É a lufada de ar fresco que a franquia precisava. Um exemplo: Desde muito pequeno que me dizem, "para capturar um Pokémon, tens de batalhar contra ele para o enfraquecer". Durante 20 anos, segui religiosamente estas instruções, pelo menos até ter Quick Balls (4x mais a chance de capturar um Pokémon no primeiro turno? Claro que sim. São os segundos melhores amigos de um shiny hunter.) Em Legends: Arceus, esta máxima foi com os porcos. É apanhar Pokémon a torto e a direito. A nossa personagem parece uma metralhadora de Pokébolas, e não é á toa que uso esta frase. If you know, you know. Também há batalhas, sim, mas vão passar a maior parte do vosso tempo a capturar Pokémon.
| A Akari, NPC caso joguemos com a personagem masculina, é uma diversão. |
Mas, para mim, a magia de Pokémon Legends: Arceus não se encontra nas batalhas, nem na captura em si. Encontra-se na personalidade dos Pokémon. Um Pokémon mais dócil é bem capaz de se aproximar da nossa personagem, sem medo nenhum, quase que a pedir "Captura-me, se faz favor!". Já me aconteceu isso com um Bibarel e um Wurmple. Outros, como por exemplo Shinx, mostraram-se bastante ferozes. Mas a estrela deste jogo é só uma. Não não é Arceus, é o verdadeiro Deus: Paras. Qualquer Paras que vos vir vai atacar-vos com uma agressividade muito pouco característica deste pacato Pokémon. Cuidado com eles.
| Nesta imagem, o Rei está a imitar aquele anúncio da Vodafone. Porquê, não sei. |
Pokémon Legends: Arceus é também o novo destino de sonho para shiny hunters. As Mass Outbreaks são dádivas de Sinnoh ele próprio, mas falamos sobre isso mais tarde.
| Um Luxio na água. Um desastre á espera de acontecer... |
Resumindo: Experimentem este jogo. Só vos posso dizer isso. Se gostam de Pokémon, experimentem. Se gostam de Breath of the Wild, experimentem. Se estão indecisos sobre comprar o jogo, peçam a um amigo que vos empreste uma cópia física, e decidam por vós. Se gostam dos dois, já devem ter comprado o jogo.
Confesso que dar uma nota a este jogo é complicado. Eu estou a adorar o jogo, e digo isto sem reservas. Desde que comprei o jogo, já dei mais uso á Switch do que dei nos 6 meses anteriores. Não quero declarar este jogo como o jogo perfeito, pois apenas Super Mario 64 tem direito a esse pelouro, mas está mesmo muito bom.
Dou a este jogo 9.2 Pokébolas em 10. O jogo é lindo, fantástico e muito divertido. Mas acho que a única coisa que falta a este jogo é mesmo voice acting, pelo menos na missão principal.
E fico-me por aqui, minha gente! Sempre que existirem notícias do mundo Pokémon, contem com o Poké Center Blog para vos informar.
Até à próxima!
Boas, minha gente!
Foi em Julho de 2007 que Pokémon Diamond e Pokémon Pearl foram lançados em território nacional. Foi há 14 anos que descobrimos pela primeira vez a região de Sinnoh, com as suas planícies floreadas e montanhas cheias de neve.
Foi também há 14 anos que comecei a jogar Pokémon Diamond. Por emulação, é certo, era a única alternativa que tinha na altura, mas joguei. Lembro-me de gostar bastante do jogo, mas também me lembro de haver vários erros gráficos na emulação e bloqueios constantes. O PC que tinha na altura também não era grande espingarda, o que fez com que a jogabilidade fosse ainda pior. Ainda consegui chegar a Eterna City e ir ao Underground. E foi aí que me perdi.
Eu viciei completamente no mini-jogo de escavar. Mesmo com o PC a encravar, mesmo com erros de emulação, lá estava eu por baixo de Sinnoh, à procura de fósseis.
Mas como nada é permanente (exceto a morte e os impostos), eu acabei por largar o jogo.
Eis que chega o Pokémon Day de 2021. Toda a internet está em polvorosa, em expectativa sobre se seriam anunciados os tão aguardados remakes de Sinnoh. Quando foram anunciados, e quando aparece o Lucas no ecrã, em versão chibi, é capaz de ter sido um dos momentos mais "Nani the f***?" da internet. Pelas reações que vi na altura (eu não vi o anúncio em direto, estava a gemer no dentista), foi uma desilusão para 95% da internet, e os outros 5% dividiam-se entre "É Sinnoh, fiquem com o meu dinheiro!" e "É mais do mesmo, Pokémon já deu o que tinha a dar." A frase "faithful remakes" ("remakes fiéis") tornou-se num meme por si só.
Tudo isto mudou quando a frase "But there's another story..." foi dita no trailer de apresentação. Mas sobre isso falaremos mais tarde, quando Pokémon Legends: Arceus tiver sido lançado.
Conforme anunciado, Pokémon Brilliant Diamond e Shining Pearl são, de facto, remakes fieis aos originais. A história progride de forma similar aos jogos originais, com alguns melhoramentos provenientes da versão Platinum, lançada em 2008, bem como algumas melhorias de QoL (Quality of Life) para uma jogabilidade mais suave e consistente com os jogos anteriores.
De coisas novas, temos os Pokémon a acompanhar-nos (só isso já fez com que muita gente comprasse os jogos), o Grand Underground (uma versão melhorada do Underground de Diamond e Pearl), temos os Pokémon Hideaways (mini Wild Areas no Grand Underground), e temos um rhythm game em Pokémon, na forma dos Super Contest Shows. Também temos personalização da personagem, que pode agora usar roupa diferente da original, além da cor da pele e do cabelo. Devo dizer que quando vi o avatar da Dawn de cabelo louro, foi um conceito tão estranho para mim, após quase 15 anos a vê-la de cabelo azul.
Contudo, nem tudo nestes jogos é positivo, e é aqui que entra o meme "faithful remakes". Desde Sun e Moon que o jogador tem logo à sua disposição a funcionalidade de correr. Sim, correr é uma funcionalidade. A nossa personagem corre automaticamente, sem a necessidade de pressionar quaisquer botões. O mesmo não acontece aqui. O jogador tem de jogar entre 5 a 10 minutos antes de receber os Running Shoes. Não é muito, é certo, mas parece. E sim, o ditado já é velho, "há que saber caminhar antes de correr", mas nós já corremos há pelo menos 5 anos...
Outra coisa em que estes jogos falham é na questão do dinheiro. Nos jogos antes da Geração 5, o máximo de dinheiro que podíamos ter connosco era 999.999 de Pokédolares, valor que foi depois aumentado para o seu décuplo. Nestes jogos, o limite regressa ao valor inicial. No caso do dinheiro, acaba por não ser grande problema, pois as coisas são baratinhas (algumas delas, pelo menos).
Apenas temos os primeiros 493 Pokémon, com alguns deles a estarem indisponíveis (por ex., Arceus), e embora tenhamos o tipo Fairy (Fada), não temos acesso ao Sylveon.
Pode parecer que estou a ser picuinhas, e admito que talvez esteja a ser um pouco, mas na minha opinião, se coisas como aceder ao PC em qualquer lado e poder escolher o destino dos Pokémon recém-capturados estão presentes, coisas como o dinheiro e os Running Shoes deviam também estar alinhados com os lançamentos anteriores.
Mas falemos de coisas bem melhores: O Grand Underground. A minha perdição de há 14 anos está de volta. Sempre que pego na Switch para avançar um pouco mais da história, dou por mim a escavar fósseis, como uma espécie de Indiana Jones da Wish. E os gráficos dos jogos estão lindos, diga-se o que se disser.
Se quiserem fazer Shiny Hunting nestes jogos, vão ter à vossa disposição 3 métodos: Masuda Method, PokéRadar, e um "método" novo conhecido por Diglett Hunting. Este último consiste em encontrar Diglett e Dugtrio que aparecem no Grand Underground (não nos Hideaways), e colecionar 40. Assim que o fizerem, a probabilidade de encontrarem um Pokémon Shiny sobe de 1/4096 para 1/2048. Atenção que, nestes jogos, o Shiny Charm só aumenta as probabilidades de encontrar um Pokémon Shiny em ovos. Não se sabe se isto é resultado de um bug, ou se é intencional, mas a verdade é esta. Quanto ao PokéRadar, vou falar mais tarde, num episódio da rubrica Shiny Quest.
Em jeito de conclusão: Pokémon Brilliant Diamond e Shining Pearl não são de todo os remakes que a comunidade queria, mas estes são dois jogos que primeiro se estranha, mas depois se entranha.
Se tivesse de lhe dar uma nota, seria 7,1/10. É uma forma de dar aos novos jogadores um pequeno sabor da região de Sinnoh, e um nostálgico throwback para os jogadores que por já lá passaram.
Pokémon Brilliant Diamond e Pokémon Shining Pearl já estão à venda, em exclusivo para a Nintendo Switch.
E fico-me por aqui, minha gente! Sempre que existirem notícias do mundo Pokémon, contem com o Poké Center Blog para vos informar.
Até à próxima!
Boas, minha gente!
Há 21 anos, era lançado Pokémon Snap para a Nintendo 64. A franquia Pokémon ainda era uma criança, apenas com os jogos da Geração 1 no mercado, e a Geração 2 era apenas um sonho distante. Até agora, os jogos Pokémon consistiam em capturar monstros e usá-los para batalhas, para conseguir obter crachás e depois vencer a Liga Pokémon.
Pokémon Snap oferecia-nos um tipo diferente de jogo. Neste jogo eramos Todd Snap, um fotógrafo Pokémon, a quem o prestigiado Prof. Oak confiava a importante tarefa de tirar fotografias aos Pokémon no seu habitat natural. Ninguém esperava que este jogo, com menos de metade dos 151 Pokémon existentes na altura, fosse o sucesso que foi. Um jogo onde se tiram fotografias? Em que mundo é que isto é um sucesso? Neste.
Há vários fotógrafos inspirados por este pequeno jogo. Foi com Pokémon Snap que muitas crianças aprenderam a regra dor terços, e outros conceitos básicos de fotografia. Eu cheguei atrasado a esta maravilha, mas moldou a maneira como tiro fotos. Por isso não é novidade nenhuma que os fãs tenham ficado em polvorosa com o anúncio da sequela, New Pokémon Snap.
New Pokémon Snap traz de volta a nostalgia que é ver Pokémon a interagir uns com os outros, num habitat intocado por humanos. Eu comecei a jogar, munido de um bloco de notas e uma caneta, para tirar notas para reportar aqui. Quando me apercebi, tinham-se passado 2 horas, e o bloco de notas estava em branco. Bastou-me jogar o primeiro nível do jogo, e ver um Grookey a esconder-se entre as ervas para ficar absolutamente rendido ao jogo.
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| No outro dia vi um Wailord... Era tão grande, era deste tamanho! |
New Pokémon Snap coloca-nos na pele de um(a) jovem que chega ao Laboratório de Ecologia e Ciencias Naturais (Laboratory for Ecology and Natural Sciences, ou LENS), para ajudar na pesquisa do Professor Mirror, o professor que descobriu o fenómeno Illumina, que faz com que alguns Pokémon tenham um brilho fora do comum. É ao ajudar tanto o Professor Mirror, como a sua assistente Rita, que os jogadores vão viajar por várias áreas da região de Lental, e ver Pokémon cujos habitats não foram tocados por humanos. Entre a selva, o vulcão, a floresta, o parque natural e outros níveis, vão poder ver o que os Pokémon fazem quando estão "na sua vidinha".
A jogabilidade é em muito semelhante ao jogo original na Nintendo 64, e consiste em mover a câmara, e tirar fotos. Podemos também atirar fluffruits, e dar de comer aos Pokémon. Á medida que progredimos no jogo, obtemos Illumina Orbs, que replica o fenómeno Illumina em pequena escala, e que permite interagir com os Pokémon de maneira ainda mais curiosas.
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| Olha... Tens aí uma fluffruit que me orientes? |
As fotos que tiramos são categorizadas de 1 a 4 estrelas tendo como base a interação com o Pokémon fotografado, com cada uma destas fotos a receber uma nota (Bronze, Prata, Ouro, Diamante), baseadas na pontuação que aa foto obteve. A pontuação depende de 6 fatores: se o Pokémon está em pose quando a foto foi tirada, o tamanho do Pokémon na moldura, a direção para onde o Pokémon está a olhar, a posição do Pokémon na moldura, se há outros Pokémon na imagem, e se o fundo da imagem é fora do comum.
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| Obrigado, pá, és o maior! |
Mas nem tudo é perfeito neste jogo. Para começar, de entre os 897 Pokémon existentes (para cima de 1300 se contarmos com as formas diferentes de alguns Pokémon), só cerca de 200 Pokémon é que estão presentes neste jogo. E quem me conhece sabe que sou shiny hunter, ou seja, coleciono Pokémon shiny. Acontece que neste jogo não existem. O que é uma pena, pois era uma forma tão fácil de acumular horas de jogo. Vejo-me claramente a jogar mais de 100 horas para tirar uma foto de um Wurmple roxo, por exemplo. Contudo, a falta de Pokémon shiny ou o número limitado de Pokémon não retira magia a este jogo. A quantidade de interações possíveis excede as 1000.
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| Queres encontrar shinies? Vais dar uma g'anda volta! |
É possível também ver as fotos de outros jogadores através do serviço Nintendo Switch Online (requer subscrição).
Se tivesse de dar uma nota a este jogo, seria 8.3/10. A quantidade reduzida de Pokémon (para não falar da falta de shinies) é de certa forma contrabalançada pela enormidade de interações possíveis no jogo.
E fico-me por aqui, minha gente! Sempre que existirem notícias do mundo Pokémon, contem com o Poké Center Blog para vos informar.
Até à próxima!
Hoje venho trazer-vos uma análise!
A série de Pokémon Mystery Dungeon dá um “twist” ao que estamos habituados nos jogos de Pokémon: em vez de assumirmos o papel dum treinador, encarnamos a pele de um Pokémon. A premissa tem sido sempre a mesma: somos um humano que por obra milagrosa, se transformou num Pokémon e foi parar a um mundo onde os humanos são objectos de ficção. E neste novo título, nada muda nesse capítulo!
| Capa do jogo em Inglês |
Pokémon Super Mystery Dungeon é uma experiência inconstante. Ora tem a capacidade de te deixar agarrado ao ecrã da consola com o máximo de atenção, ou então simplesmente faz-te entrar em modo desespero e começares num infindável “button mashing” até que a parte mais secante termine finalmente. Isto acontece porque tens momentos em que a parte de história é infindável e limitadora da tua acção, mas em contrapartida, se fores paciente o suficiente, consegues passar boas horas de entretenimento na parte de verdadeira acção: explorar as cavernas.
| Os vários Pokémon que podes escolher para o jogo |
| Exemplo do aspecto de uma dungeon |
Jikai madde, minna!




