Boas, minha gente!
Cá estamos nós de novo, para mais uma análise de Pokémon Evolutions, desta feita, o episódio 4, com o título "The Plan".
O episódio começa com uma voz, que se revela ser de Ghetsis, a dizer que esperou tanto tempo e que manteve o seu silêncio para que o seu plano não pudesse ser descoberto. Ele conta-nos então a história do seu plano.
O Ghetsis não podia tornar-se no herói e obter o Pokémon Lendário, por isso encontrou alguém para isso. Um pequeno rapaz, chamado N, que foi criado por Pokémon.
Vemos N numa floresta, a brincar com um Darmanitan, um Zorua e um Woobat. Surge uma figura, que se revela Ghetsis e os Pokémon começa a rosnar, preparando-se para se defenderem, bem como a N. N assegura-lhes que não há problema, sem falar uma palavra. Dirige-se então para o Ghetsis, enquanto ouvimos este último a dizer que passou a providenciar a N tudo o que este precisava para se tornar o Herói das lendas, bem como o Rei da Team Plasma.
Vemos então o momento da coroação de N. Os Seven Sages, com a exceção de Ghetsis, postram-se quando N passa, em sinal de reverência. Também as irmãs adotivas de N lá estão.
Ghetsis diz que incutiu ideais em N, para que este quisesse mudar o mundo. Só então, poderiam espalhar a mensagem.
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| "Vida longa ao Rei!" |
Em Accumula Town, enquanto Hilda brinca com o seu Tepig, Ghetsis discursa sobre a libertação dos Pokémon. Hilda aproxima-se e dá ao seu Tepig uma Oran Berry, enquanto N a observa.
Ghetsis diz que testou N, ao dar-lhe a Dark Stone para invocar Zekrom, na Dragonspiral Tower. O Rei assim o faz, e em seguida, vemos N ás costas de Zekrom a voar por cima da região de Unova. Ghetsis diz então que N é merecedor de ter o mesmo nome que Ghetsis: Harmonia.
A Team Plasma construiu um castelo à volta da Liga Pokémon, como forma de dizer que Unova vai mudar.
Em seguida vemos Alder, campeão da Liga, a defrontar N, que está acompanhado do Zekrom. Enquanto os Pokémon se atacam mutuamente, Alder diz a N que Ghetsis é um mentiroso, e que enganou toda a gente. Num ataque surpresa, Zekrom vence Volcarona, sagrando N campeão.
As irmãs adotivas de N, Anthea e Concordia, pedem-lhe para ignorar o seu "destino" e que siga o seu coração, pois lá dentro, N é puro e inocente, e que não há nada mais belo e aterrador que a inocência.
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"Olha lá, N, lá porque és o Rei da Team Plasma, não quer dizer que deixas de arrumar o teu quarto. Já viste isto?" |
Ghetsis diz que o seu plano está quase completo. Este aproxima-se de Hilda, que quer parar N, e diz que a Team Plasma vai libertar todos os Pokémon de todas as pessoas, para depois dominar o mundo.
Hilda apresenta a Light Stone, e Ghetsis diz que quer para manter o mundo tal como é agora, Hilda tem de combater com N.
No seu trono, N espera. Hilda aproxima-se e N chama por Zekrom. A batalha está prestes a começar.
Ghetsis diz que não vai permitir que ninguém o pare, e que o mundo será dele.
Tema deste episódio:
Vamos por partes: Dominar o mundo é mau. Tendo dito isto, o plano de Ghetsis é, no mínimo, brilhante. Apregoar a libertação dos Pokémon para, no fim, ele ser o único Treinador á face da Terra? Muito bem pensado.
Só que não.
Os ideais de N são tornar as pessoas e Pokémon iguais. Salvo raros casos, já são. As pessoas e os Pokémon trabalham lado a lado para tornar o seu mundo melhor. Por cada pessoa como o Ghetsis que haja no mundo, há muito mais pessoas (e Pokémon) que querem repor o estado normal das coisas.
Temos um excelente exemplo na nossa própria história. Na madrugada do dia 25 de abril de 1974, o Capitão Salgueiro Maia, ao dirigir-se aos 240 soldados que o acompanhavam, disse as seguintes palavras: "Há diversas modalidades de Estado: os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou! Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos."
Porquê citar Salgueiro Maia num artigo relacionado com Pokémon? Quando alguém quer dominar o mundo, há sempre alguém que se opõe. No caso específico de Pokémon, apenas a Team Plasma quer a "libertação" dos Pokémon, mas ao fazer isto, estaria a roubar-lhes a liberdade. Os Pokémon são criaturas livres, que coexistem connosco por sua livre vontade, pelo menos a maior parte das espécies. Retirar-lhes essa liberdade é o ponto fulcral do plano de Ghetsis, mas também a sua perdição.
E fico-me por aqui, minha gente! Sempre que existirem notícias do mundo Pokémon, contem com o Poké Center Blog para vos informar.
Até à próxima!
Boas, minha gente!
Como já tem sido hábito, tenho mais uma análise de Pokémon Evolutions par vos mostrar, desta feita, o episódio 3, com o título "The Visionary".
O episódio começa na singela aldeia de Geosenge, onde está localizado um menir. Um pequeno Dedenne passeia por entre as pedras gigantes, quando de repente começa a fugir. Do nada, uma sombra abate-se sobre o menir, e este cai para debaixo da terra.
Um terramoto gigante destrói parte da aldeia, com múltiplas rochas a serem atiradas em várias direções, destruindo casas e algumas das pedras gigantes que fazem parte do património cultural de Kalos. Do nada, uma espécie de lança emerge do solo e abre-se de seguida, revelando um enorme poder, chegando mesmo a levantar rochas do chão. Esta é a Arma Derradeira.
| A Arma Derradeira, enterrada sob a aldeia de Geosenge |
Uma pequena recapitulação para quem não jogou Pokémon X ou Y:
3000 anos antes dos acontecimentos de Pokémon X e Y, uma guerra teve lugar na região de Kalos. Nesta guerra, muitos Pokémon faleceram, incluindo o Floette de AZ, o antigo rei de Kalos. Na sua dor, construiu uma máquina que pudesse ressuscitar o seu querido Pokémon, ao transferir a energia vital de vários Pokémon para o seu Floette. A máquina funcionou perfeitamente bem, com um pequeno senão: por ter estado exposto à máquina, AZ tornou-se imortal, e passou a medir 3 metros de altura.
Ainda cheio de raiva e ódio por o seu Pokémon ter morrido, AZ converteu a máquina na Arma Derradeira, que usou para acabar de vez com a guerra. Funcionou, é verdade, mas quando a Floette soube que estava viva graças à força vital de muitos outros Pokémon, ela abandonou o antigo rei.
Voltando ao episódio.
Lysandre está na sua base em Geosenge, localizada por baixo da Arma Derradeira, num combate contra Calem e Xerneas. O líder da Team Flare revela que quer usar o poder do Pokémon Lendário para alimentar a Arma. É então que Mega Evolui o seu Gyarados. Mega Gyarados ataca o Pokémon Lendário, mas Calem simplesmente aponta ao Pokémon Atroz, e Xerneas atinge-o com um Moonblast, derrotando-o.
Lysandre pausa durante um pouco, solta um grito e atira os seus óculos, frustrado. Surgem então Serena e Shauna, que vieram ajudar Calem. O líder da Team Flare cai de joelhos e pensa "tudo o que é belo deve manter-se assim. Para sempre."
| Conseguimos ver o desespero na expressão de Lysandre |
Vemos então um flashback de uma conversa que ele teve com Diantha, atual campeã da liga Kalos e atriz bem-sucedida. Esta diz-lhe que a juventude pode ser bela, mas que a vida é mais do que isso, e que tudo muda. Ouvimos então Lysandre a concluir para si próprio que vai tornar este mundo eterno e imutável. Ele teme que Kalos deixe de ser bela e que os Pokémon deixem de existir.
Mantendo essa linha de pensamento, vemos uma conversa que Lysandre teve com o Prof. Sycamore, e este diz-lhe que essa é, de facto, uma possibilidade, mas não quer dizer que vá acontecer de certeza. Lysandre afirma que não consegue sequer pensar no mundo se tornar um lugar feio. Ao pensar isto, uma lágrima escorre-lhe pela face.
De volta à ação, o líder da Team Flare diz que não espera que as crianças compreendam os seus pensamentos e sentimentos. Eis que um dos seus drones, que tinha caído durante a batalha, se reactiva. Lysandre diz que o propósito original da máquina era dar vida, e não tirá-la, e que há energia suficiente para a usar uma única vez. Aponta o dispositivo no seu braço ás crianças, e diz-lhes que lhes vai dar vida eterna, e mostrar-lhes a dor de esperarem pela construção de um mundo belo.
| "EVACUAÇÃO GERAL! ISTO NÃO É UMA SIMULAÇÃO!" |
As crianças fogem, e Lysandre carrega a Arma. Toda a Team Flare presente na base é evacuada. A Arma é disparada. Como aconteceu há 3000 anos, a energia da Arma é tão forte que sai da atmosfera da Terra, e retorna, atingindo-se a si própria. Lysandre grita "Vamos viver para sempre!" A Arma é enterrada, enquanto as crianças observam.
Uma semana depois, vemos o Prof. Sycamore a ver as notícias pelo HoloCaster. A apresentar as notícias, está Malva, membro da Elite 4 de Kalos e também da Team Flare. Ela diz que quer partilhar um momento de um Lysandre de uma outra altura. A imagem muda para a de Lysandre, que se dirige aos Treinadores e lhes diz que o futuro não está decidido, e que cada um de nós tem o potencial para mudar o mundo, e que podemos construir um amanhã mais brilhante. Termina a sua mensagem com um simples "Adieu".
Tema deste episódio:
Se lerem os documentos presentes em Lysandre Labs, vão poder perceber o que motivou Lysandre a tomar o caminho que tomou.
Lysandre partiu numa jornada quando era mais novo, durante a qual ajudou várias pessoas. Ao início gratas, algumas dessas pessoas começaram a exigir cada vez mais ajuda, e a tomar a ajuda de Lysandre como garantida. Estou certo que alguns de nós sabem o que isso é. É então que vemos uma comparação com Thanos, do Universo Cinemático da Marvel. Lysandre diz que, se a população mundial de pessoas e Pokémon continuar a crescer desmesuradamente, não haverá recursos para todos. Mas ao passo que Thanos quer eliminar metade de toda a vida no Universo, Lysandre quer aniquilar toda a vida em Kalos.
O líder da Team Flare tem como ideal máximo a beleza da região de Kalos, mas a verdade é que não é assim tão simples.
Embora consiga perceber a ideia de "Está bonito assim, não mexas mais" levado ao extremo por Lysandre, também consigo perceber que não é sempre assim. Se fecharmos uma flor lindíssima numa cúpula de vidro, é possível que ela até dure mais uns meses do que duraria na natureza, mas acaba por definhar e morrer, mesmo que seja alimentada com Substral do melhor. Já a mesma flor, na natureza, pode até definhar um pouco mais cedo, mas já transmitiu a sua linhagem, e talvez, no ano seguinte, no mesmo lugar, estejam pequenas raízes de outras flores.
A beleza está nos olhos do observador, já diz o ditado. Um apreciador de arte pode olhar para um quadro e dizer que é lindíssimo, enquanto que eu olho para o mesmo quadro e vejo apenas algumas pinceladas de tinta numa tela emoldurada. Consigo compreender o valor estético que o quadro tem, mas não o consigo experienciar.
Em "Vingadores: Era de Ultron", Visão diz "Uma coisa não é bela porque dura." O recém-nascido sintezóide tem razão. O tempo leva tudo, queiramos ou
não. Tomemos o exemplo de Lumiose City, a cidade-luz do mundo Pokémon. É uma
cidade lindíssima, creio que concordam. Mas se Lysandre tivesse cumprido o
seu objetivo, não estaria cá ninguém para apreciar a sua beleza, e tornaria
a capital de Kalos num mero conjunto de edifícios.
Há também o conto "A Perfeição" de Eça de Queirós. Perdoem-me o spoiler, mas o conto é a história de quando a deusa Calipso captura Ulisses e o mantém prisioneiro na sua ilha, onde tudo é perfeito: nada morre, se estraga, ou sequer corre mal. Ulisses acaba por se fartar, pois a perfeição não o satisfaz.
Lysandre diz uma frase antes de ser atingido pela Arma Derradeira: "Vamos viver para sempre!" Há muitas franquias que exploram este conceito, mas vou pegar apenas numa. Vou ser spoiler, desculpem.
No jogo Prince of Persia: Sands of Time, o Príncipe solta as Areias do Tempo, e tem de as devolver à Ampulheta do Tempo. Durante a sua jornada, ele encontra e apaixona-se pela princesa da Índia, de seu nome Farah, que acaba por morrer. Quando o Vizir, o orquestrador da trama, lhe oferece vida eterna, o Principe diz: "Viver para sempre, enquanto aqueles que amo estão mortos e a culpa é minha? Escolho a morte."
Aqui vemos que, para o Príncipe, de nada serve a vida eterna se não temos
ninguém para a partilhar. Confesso que a minha visão das coisas é a
mesma.
Isto sem querer entrar pelo campo da filosofia e da estética, porque aí iria
requerer que eu percebesse, de facto, do que estava a falar.
Quero deixar um agradecimento muito sentido á nossa leitora e minha amiga Sofia, do blog Álbum de Testamentos, que me ajudou a organizar estas frases finais num raciocínio lógico.
E fico-me por aqui, minha gente! Sempre que existirem notícias do mundo Pokémon, contem com o Poké Center Blog para vos informar.
Até à próxima!
Boas, minha gente!
Esta é a análise do segundo episódio de Pokémon Evolutions, intitulado "The Eclipse".
O episódio começa com um Murkrow a voar, e a passar junto de Lillie que está, junto com Selene, a subir a escadaria para chegar ao Altar of the Moone, no topo do Vast Poni Canyon, em Poni Island em Alola. Enquanto Lillie observa o Murkrow que acabou de passar por ela, ouvimos a voz de Lusamine a dizer a Lillie que esta não tem a força de um Treinador, e que não será capaz de salvar aquele Pokémon, que sabemos ser Nebby, o Cosmog.
Vemos então o flashback de quando o Cosmog foi atacado por Spearow, em Mahalo Trail. Lillie tenta salvar Nebby, mas o seu medo leva a melhor, e Lillie recua.
Noutro flashback, Lillie está a conversar com a sua mãe, Lusamine. A jovem apela ao coração da Presidente ao chamar-lhe de "mãe", mas Lusamine responde que não tem filhos, muito menos filhos que rejeitam o seu amor. Após esta virar costas, Lillie aparenta começar a chorar, algo que Lusamine apelida de "comportamento feio".
De seguida, vemos o momento em que Lusamine usa Nebby para abrir um Ultra Wormhole para ir combater com Necrozma. Quando o poder de Nebby é ativado, uma enorme rajada de vento atira Lillie ao chão, onde é socorrida pelo seu irmão Gladion. Nebby evoluiu para Cosmoem, e não responde a estímulos.
De volta ao presente, Lillie comenta em pensamento que aquilo que aprendeu em Alola é que as pessoas se devem ajudar mutuamente, e que tenciona ensinar essa mesma lição á sua mãe.
Após chegarem ao Altar of the Moone, Lillie e Selene colocam-se nos pedestaiss e começam a tocar as Flautas do Sol e da Lua. Quando o fazem, o símbolo da Lua presente na parede abre-se e um raio de luz incide sobre o altar. É então que Nebby voa até essa luz, e a luz desaparece. Ao longe, o mesmo Murkrow observa a cena. É então revelado que Nebby evoluiu para Lunala.
Nebby voa para junto de Lillie e esta diz a Nebby que tem de ir onde Lusamine se encontra, e que a Presidente não precisa tentar capturar Necrozma sozinha. Eis que se abre um Ultra Wormhole, e de lá de dentro caem Lusamine e Guzma, inanimados.
Assim que Lillie se aproxima de Lusamine, umas enormes garras começam a forçar o Ultra Wormhole a manter-se aberto, e de dentro deste surge Necrozma. Lusamine suplica ás crianças que fujam, pois Necrozma é demasiado poderoso. Após uma breve explicação do que se passou no Ultra Wormhole, Lusamine mantêm-se deitada no chão, enquanto que Lillie e Nebby se preparam para combater Necrozma.
Os dois lendários atacam-se mutuamente. Com Nebby a conseguir manter o inimigo afastado. Lunala ataca com um Moongeist Beam. Mesmo depois do ataque o atingir em cheio, Necrozma contra-ataca rapidamente. Isto surpreende Nebby, dando a Necrozma a abertura necessária para contra-atacar e absorver-la.
Lillie chama por Nebby, mas quem está no controlo é Necrozma, na sua forma Dawn Wings. Este abre vários Ultra Wormholes.
Lillie está aterrorizada, sem saber o que fazer. Mas com a ajuda de Selene, depressa recupera a coragem. Pode não poder fazer muito, mas vai fazer o que puder para parar Necrozma e recuperar Nebby.
Durante os créditos, temos uma cena em que duas crianças, demasiado novas para serem Treinadoras, brincam com os iniciais de Alola. Junto a eles, vemos 2 Pikachu com os chapéus das personagens jogáveis dos jogos Ultra Sun e Ultra Moon. Toda esta cena é observada pelo mesmo Murkrow de antes, que levanta voo para ir para parte incerta.
Tema deste episódio:
O tema deste episódio parece-me bem explicito: coragem. Lillie sempre foi uma pessoa que tem muito medo. Logo numa das primeiras aparições dela, em Mahalo Trail, Lillie diz que não se consegue mexer ao ver Nebby ser atacado. São várias as instâncias em que Lillie tem receio de algo.
Aqui, quando Lillie está no Altar of The Moone, após Nebby ter sido absorvido por Necrozma, por breves segundos vemos Lillie a fechar-se e a contrair-se, como se o pânico se começasse a instalar. Foi precisa a intervenção de Selene para Lillie ganhar de novo coragem para derrotar Necrozma. E lembrem-se, ela não pode fazer nada, nesta altura da história ela ainda não é uma Treinadora. É uma espécie de "Não sei o que posso fazer, mas vou fazê-lo".
Quando o tema é coragem, eu gosto de falar de 2 referências que tenho. Uma delas é uma citação de Carly Fiorina: "Coragem não é a falta de medo, mas sim agir apesar do medo." Isto diz-nos que o medo de algo não nos pode parar.
A segunda referência é uma música: "Drive" da banda Incubus. Acho honestamente que a primeira estrofe da música se aplica bastante bem à personagem da Lillie.
Isto é algo com o qual eu lido constantemente. Eu tenho o "hábito" de pensar demasiado em tudo, e sei que este vício já me privou de muitas oportunidades. Por isso é que gosto tanto da música que falei acima. Esta música diz que, por vezes o medo toma conta de nós, mas que temos de ser nós a "conduzir" a nossa vida, e não o nosso medo.
E fico-me por aqui, minha gente! Sempre que existirem notícias do mundo Pokémon, contem com o Poké Center Blog para vos informar.
Até à próxima!
Boas, minha gente!
No dia 2 de Setembro, foi anunciada uma nova série animada de Pokémon, intitulada Pokémon Evolutions.
Esta série, ao estilo de Pokémon Generations que foi lançada em 2016, foca-se em momentos-chave da história de cada um dos jogos da franquia principal.
Está disponível no Youtube de forma gratuita, com novos episódios a serem lançados a cada 2 semanas.
O primeiro episódio, lançado a 9 de Setembro, tem o título "The Champion":
O episódio começa com um Flying Taxi a levantar vôo do equivalente de Galar ao Trafalgar Square em Londres. Vemos então a linha de horizonte de Windon, completo com o Windon Eye. A alguns quarteirões dali, encontra-se o Estádio de Windon, onde vai decorrer a Final da Liga Galar, entre Leon e Victor.
É então que vemos as bancadas, a abarrotar de pessoas e Pokémon entusiasmados com a batalha que foi prometida. Podemos ver dois Pikachu com os chapéus que Victor e Gloria, os protagonistas de Sword e Shield usam. Vemos aínda alguém que se parece muito com Tobias, o malfadado treinador que levou o Pokémon Mítico Darkrai para a Liga de Sinnoh. A ação passa depois para um Centro Pokémon, onde podemos encontrar vários treinadores a seguir a batalha através da televisão.
Na mesma sequência, encontramos Leon nos balneários, pensativo.
O comentador afirma que a batalha anterior entre Leon e Victor foi interrompido, antes sequer de ter começado. Isto teve lugar no Sword e Shield, quando o Presidente Rose decidiu causar o Darkest Day, prevenindo assim o desaparecimento das Partículas de Galar, que só seria relevante no milénio seguinte.
Vemos então o que se passou no topo do Ginásio de Hammerlocke, no Darkest Day.
Leon tomou a iniciativa de parar Eternatus, mas está a revelar-se muito complicado. Já com o seu Aegislash desmaiado, Leon lança o Charizard. A sua Dynamax Band começa então a apitar, e o símbolo de Dynamax desaparece do visor, tornando assim impossível ao Campeão usar o Fenómeno Gigantamax.
De volta aos balneários, Leon levanta a sua Dynamax Band, e verifica que o símbolo voltou a estar presente.
No flashback, vemos que Hop, irmão mais novo de Leon, chega á batalha mas este manda-o parar.
Charizard acerta um Fire Blast no Eternatus, dando a Leon a oportunidade de o capturar. Leon atira a Pokébola, esta acerta no Eternatus, e começa a abanar. Qualquer treinador sabe o que isto quer dizer. Abana uma vez, abana duas vezes, abana três vezes... e rebenta. Leon ordena a Charizard que proteja Hop e Victor, que chegou entretanto, da onda de choque resultante da explosão da Pokébola, e ele próprio é atirado para trás.
Leon está nos balneários, enquanto se lembra destes eventos, com uma Ultra Ball na mão. Esta cai-lhe e abre-se, revelando Charizard como o Pokémon lá contido.
Após olhar para o seu treinador e percebero o que este sente, Charizard aproxima-se do Campeão. O Pokémon Chama olha para Leon como quem diz "Vamos dar o nosso melhor!"
Vemos então o que se passou depois da Pokébola ter rebentado. Hop e Victor combatem contra Eternatus. Após um ataque de Inteleon, Eternatus cai e a oportunidade de o capturar parece perfeita, mas Eternatus muda para a sua forma Eternamax. Ao usarem os Rusted Sword e Rusted Shield, Hop e Victor recebem o auxílio de Zacian e Zamazenta, que mudam para as suas formas Crowned. Enquanto estes Pokémon partem para o ataque, Leon está deitado, semi-consciente.
Nos balneários, Leon coloca o seu chapéu, retrocede Charizard para a Pokébola, e prepara-se para entrar no campo de batalha.
Eternatus ataca Zacian e Zamazenta, mas estes escapam-se. Zamazenta riposta com um Behemoth Bash, seguido de um Behemoth Blade da Zacian. Estes ataques acertam em Eternatus, e enfraquecem-no ao ponto de poder ser capturado. Victor atira uma PokéBola em Dynamax, que captura o Pokémon Gigante.
De volta ao campo, Leon entra e todo o estádio explode em aplausos. Podemos ver Bede e Marnie sentados a ver o combate. Por trás de Marnie, está um Polteageist a beber algo de um copo. Leon e Victor aproximam-se do centro do relvado, e o episódio termina com a sua pose habitual de Leon. "It's champion time!"
Para refletir:
Este episódio gira em torno de algo que acontece a todos: termos dúvidas em relação a nós próprios. O tema aqui pode parecer diferente, por estar a ser observado pelo prisma de Pokémon, mas é esse. Já todos tivemos dúvidas daquilo que somos capazes. Até há um nome para isso: Síndrome de Impostor.
No caso do Leon, não é tão elevado quanto o Síndrome de Impostor, mas as dúvidas começam de facto a crepitar. Ele tentou capturar o Eternatus, falhou e viu uma criança de 10 anos a ter sucesso onde ele falhou. Isto afecta-o ao ponto de ele pensar "Será que mereço ser o Campeão?". Este pensamento não é vocalizado, mas está presente.
Foi preciso o Charizard, apenas com um olhar, transmitir-lhe "Vamos dar o nosso melhor!" para o Leon largar este pensamento.
O meu conselho é simples: Acreditem em vocês.
É um conselho básico, sim, mas eficaz. Se vocês acreditarem em vós próprios, e souberem o vosso valor, até podem ter um ou outro pensamento assim, mas o Síndrome de Impostor não vos afeta, porque não tem como o fazer.
Espero que tenham gostado da análise ao primeiro episódio de Pokémon Evolutions.
Tenciono fazer análise a cada um dos episódios.
E fico-me por aqui, minha gente! Sempre que existirem novidades do mundo Pokémon, contem com o Poké Center Blog para vos informar.
Até à próxima!

